Publicado por: Belmonte | Maio 1, 2008

Chefe Seattle – 1855

Trecho do manifesto do Chefe Seattle, respondendo em 1855  à proposta do presidente dos Estados Unidos de compra das terras dos índios… 

“(…) devem ensinar as crianças, que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam aos seus filhos que a terra é enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas crianças: que a terra é a nossa mãe. Tudo o que ocorrer com a terra, ocorrerá aos filhos da terra. Se os homens desprezam o solo, estão desprezando a si mesmos. O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro – o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. O homem branco parece não sentir o ar que respira… Os rios são nossos irmãos, eles saciam nossa sede. Os rios transportam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar às crianças que os rios são nossos irmãos… Não há um lugar calmo nas cidades do homem branco. Nenhum lugar pra escutar o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto, mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreenda. O ruído parece apenas insultar os ouvidos. E o que resta da vida, se um homem não pode escutar o choro solitário de um pássaro ou o coaxo dos sapos em volta de uma lagoa a noite?

Este manifesto é considerado como um dos mais profundos pronunciamentos a respeito da defesa do Meio Ambiente.


Respostas

  1. A PALAVA DO
    GRANDE CHEFE
    UMA ADAPTAÇÃO LIVRE, POÉTICA
    E ILUSTRADA DO DISCURSO DO CHEFE SEATTLE

    Adaptação:
    MAURICIO NEGRO
    DANIEL MUNDURUKU

    Ilustrações:
    MAURICIO NEGRO

    LANÇAMENTO
    20ª BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO

    Um depoimento histórico e periodicamente recriado através dos tempos é conhecido como “A Carta do Chefe Seattle”. Corria o ano de 1854 e o então presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce – para acomodar os anglos-europeus que chegavam à América para ocupar as terras onde atualmente situa-se o Estado de Washington –, fez uma proposta aos povos indígenas Duwamish e Suquamish para comprar seu território. Em contrapartida oferecia a concessão de uma outra reserva.
    A resposta do líder, Noah Sealth, mais conhecido como Chief Seattle, ao grande chefe de Washington, acabou se transformando em um valioso documento que ainda hoje, há mais de cento e cinqüenta anos, impressiona e emociona por sua surpreendente contemporaneidade. É um dos mais belos e profundos manifestos já apresentados em defesa do meio ambiente. Um discurso memorável, límpido, incisivo e de uma extraordinária força poética e percepção do sagrado na natureza.
    A Palavra do Grande Chefe que a Global Editora acaba de levar às livrarias é uma adaptação livre, poética e ilustrada do discurso do Chefe Seattle, em que os adaptadores, Mauricio Negro e Daniel Munduruku, por meio de um texto claro e de belíssimas e inovadoras ilustrações, recuperam as proféticas palavras do grande líder.
    + informações em:http://negroatividade.blogspot.com/

    “— A terra não pertence ao homem. O homem a terra pertence.
    E tudo está interligado, como o sangue que une uma família.
    O que atinge a terra atinge os filhos da terra.
    Pois não foi o homem que teceu a trama da vida.
    Ao contrário, por ela foi tecido.
    E o que fizer à trama fará a si próprio”.


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