Publicado por: Belmonte | Maio 1, 2008

Speed Promocional

INTRODUÇÃO:

Pessoal, gostei demais dessa modalidade de speed promocional, bem mais acessível pra quem curte um modelinho rápido, rsrsrsrsrs.

Hoje em dia eu pratico a modalidade por pura diversão.

Meu modelo estava em cima do guarda roupa há mais de 4 anos. Na ocasião, ao terminar sua construção, dei uns dois ou três vôos aqui em Vitória, depois nunca mais voei com ele, agora com mais tempo, voltei a praticar a modalidade.

Resolvi relatar aqui minhas experiências para quem estiver pensando em partir para a modalidade, espero que seja de algum proveito.

PARTE 01 – O MODELO

Galera, o modelinho é desenho meu, e acreditem, é FANTÁSTICO, sai do carrinho praticamente sozinho, e é um mono asa.

Desde quando eu me enveredei pra speed em 1976, eu fiquei fissurado por mono asa, não tem nada melhor. Desde que você acerte no modelo, ele voa muito bem. 

Este meu modelo está voando demais, é super fácil de construir e extremamente dócil, não entra pra dentro do círculo na decolagem  nem querendo.

Quem se interessar eu mando a planta, não a tenho disponibilizada em computador, neste segmento ainda sou da antiga, vai via cópia original.

A fuselagem é de balsa extremamente dura, tipo MOBRALSA, quem se lembra?

É de ¼ de polegada, na frente tem dois montantes de marfim pequenos, chapeados no lado do motor, com compensado de 2 mm, e no outro lado de 1 mm. Esses chapeados seguem até depois da asa.

A asa é também construção do tempo do onça, parte inferior em balsa de 3/32 pol., no meio, compensado vazado de 1 mm, e na parte superior, balsa de 1/8 pol.

Uma vareta dura de xixá, de 5×5 mm é usada como bordo de ataque.

Isso tudo é colado com Epóxi 30 minutos.

Depois, na lixa, dá-se o perfil que vai se tornar assimétrico, devido a diferença de espessura das balsas, entenderam?

Depois de 05 demãos de dope, entelo com organza de nylon, e aplico mais umas 04 demãos de dope.

Vocês estão notando que misturo mm com pol. mas tudo bem, estão entendendo, né?

Bem, hoje em dia a construção evoluiu demais, vocês podem construir do jeito que quiserem, só não alterem o desenho nem as medidas, por que, repito, o modelo está voando demais.

O profundor é construído em duas partes, compensado de 0.5 mm embaixo e balsa de 3/32 pol. em cima, tudo colado com cianoacrilato.

Ele é colado em ângulo de 10º com a fuselagem, com epóxi 30 min.

O balancim pode ser aqueles pequenos da Aero Brás em alumínio, ou se preferirem podem construir um circular, vai da paciência de cada um. Eu, na ocasião que construí o modelo, não tinha balancim de alumínio em mãos, então coloquei um de nylon mesmo. Ele fica instalado na fuselagem, logo acima da asa.

Um pino de metal atravessa a fuselagem, asa e balancim, prendendo o conjunto inteiro.

A asa é colada na fuselagem com epóxi 30 minutos.

PARTE 02 – O MOTOR

O motor é preparado como todos estão cansados de saber.

Abertura das passagens internas de combustível na carcaça, retirada dos cantos vivos da camisa, polimento interno do eixo, retirada do venturi com o carburador passando por trás, etc.

O motor que estou usando está apenas com a carcaça preparada, mais nada.

Quero ver se nesta semana consigo dar polimento interno no eixo.

PARTE 03 – TANQUE E SHUTT – OFF

Usei um tanque de Fórmula Brasil, de 20 ml com válvula.

Um shutt-off de mola, com mangueira de alimentação de silicone para ½ A da Great Planes (Tower Hobbies).

Essa mangueira é muito boa, pois ela é fina e permite fácil esmagamento pelo shutt-off.

PARTE 04 – ACABAMENTO

Usei apenas dope, e depois verniz bi – componente.

VAMOS VOAR :

A parte descritiva fica muito bem compreendida quando vocês abrirem as fotos.

Com o modelo pronto, a parte de vôo é a mais delicada.

Lembrem-se de usar combustível 4 x 1 sem nitrometano, uma vez que, vocês que quiserem participar de uma prova, terão o combustível fornecido pela direção da prova, e ele certamente será o famoso 4 x 1, sem nitro.

Quanto às hélices, tenho visto que muitos estão utilizando as APC para Pylon (6.5×6, 7×6, 7×6.5), mas eu tenho obtido bons resultados também com as hélices usadas em Fórmula Brasil, as minhas são as fabricadas em fibra de carbono pelo Walmir Brait.

Nesta minha volta, sem nenhuma pretensão de bater recordes, simplesmente por diversão mesmo, nem me preocupei com os cabos lisos, usados para a modalidade em questão.

Como eu estava sem esse tipo de cabo aqui, voei com meu cabo trançado 0.18, que é o que uso para motores 40 – 46 aqui em Vitória, num comprimento de 15.92 metros.

É um verdadeiro absurdo voar com esse cabo, porque o arrasto é fantástico, mas quem não tem cão, caça com gatos, certo?

Pois bem, no dia 04 de novembro, com uma hélice APC 8×6 eu virei em 22″23, e depois, com uma hélice do Walmir Brait, virei em 20″84.

Eu fiquei muito satisfeito com os resultados, principalmente porque estava com esse cabo muito grosso e sem opção de hélices melhores.

Agora em casa, satisfeitíssimo com a performance do modelo, eu vou começar a preparar as hélices.

A partida do motor foi no dedo mesmo, apenas tomem o cuidado de enrolar um esparadrapo largo no dedo que for utilizar.

Outro detalhe importante, o motor é pressurizado do cárter, mas  faz-se necessária a diminuição do diâmetro do pressurizador.

Como eu detesto mexer com solda, eu peguei um tubo de cobre capilar, e introduzi dentro do silicone que sai do pressurizador para o tanque, ficou ótimo.
Espero que minha matéria sirva para os novatos que quiserem se aventurar na modalidade. 

          

        


Respostas

  1. se puder me mande a planta do aeromodelismo pois sou apaixonado por este hooby sou iniciante


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