Abaixo segue a matéria sobre a construção da Fortaleza Voadora B-17 G para 4 motores Cox 049.
B-17 - A FORTALEZA VOADORA
O primeiro vôo da nova máquina da Boeing aconteceu em 28 de julho de 1935.
Numa cerimônia dez dias antes, o repórter de um jornal apelidou a nave de “Fortaleza Voadora”. O apelido pegou e, desde então, a máquina passou a ser conhecida por ele.
No inicio da guerra na Europa, em agosto de 1939, noventa B-17 foram encomendadas, mas somente trinta foram construídas, e vinte delas foram entregues a RAF (Royal Air Force). As principais missões com sucesso da RAF foram noturnas, sobre os céus da Alemanha em 1941. No fim dos anos de guerra, 8680 Fortalezas Voadoras haviam sido fabricadas pela Boeing.
B-17 G - ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Envergadura : 103 pés
Comprimento de fuselagem : 74 pés
Altura : 19 pés
Peso máximo na decolagem : 65.500 libras
Velocidade máxima : 302 milhas por hora
Altura na velocidade máxima : 25.000 pés
Altura máxima de vôo : 35.600 pés
Autonomia de combate : 2.000 milhas
Motores : 4 R-1.820 Wright Cyclones
INTRODUÇÃO
Em meados de 1966, eu tive meu primeiro contato com um motor grande para VCC, um amigo havia comprado um Super Tigre 40, e estava com o braço direito engessado. Como eu freqüentava muito a casa dele na cidade de Sorocaba, onde morávamos na época, ele pediu para eu “rodar” o 40 pra amaciar o mesmo. Até então eu só mexia no meu WB 1,5 cc, tive um baita medo, mas cumpri a missão até o fim do amaciamento. Na mesma ocasião, um outro amigo havia recebido um COX 0.10. Foi também, meu primeiro contato com os motores COX.
Depois de mexer com o Super Tigre 40, eu fiquei fascinado por aquele COX tão pequenino.
Dali pra frente eu sempre iria cruzar com um ou outro COX pelo meu caminho.

O MODELO
Construi a B-17 a partir de um kit da GUILLOWS.
Relatarei alguns detalhes sobre a construção:
Eu aconselho que a primeira coisa a se fazer é iniciar a construção seguindo a seqüência das plantas, a B-17 tem 6 páginas de plantas. Aí separar as peças apenas da construção da vez, deixando as demais peças nas pranchas de balsa.
As peças que necessitam ser destacadas das pranchas em balsa, tipo nervuras e cavernas, na realidade precisam ser cortadas com um estilete bem afiado porque quase nunca elas se soltam naturalmente, a não ser dos kits a laser, o que não é o caso da B-17.
Outro teste gigantesco de paciência é que tanto as nervuras (32) quanto as cavernas (16) não vêm com os encaixes das inúmeras varetas, se faz necessário cortar os encaixes com estilete, em algumas peças muito pequenas para tanta vareta, tipo a caverna 16, que mede cerca de 2×3 cm e recebe 6 varetas 3,0×3,0 mm ao seu redor.
Muitas peças necessitam ser trocadas ou mesmo inventadas quando se quer usar o modelo GUILLOWS para VCC, mesmo quando ele é supostamente um kit que pode ser usado para tanto. No caso da B-17 ele vem para dois motores, sendo que os outros dois seriam apenas hélices falsas colocadas nas naceles.
O trabalho aumentou ainda mais porque no caso do kit, ele veio para dois motores COX com o tanque anexo, e eu quis usar 4 motores sem tanque, para conseguir uma maior autonomia de vôo.
Optei em usar balancim de alumínio da Aero Brás, assim como nos demais kits GUILLOWS que já tenho montados (CAMEL, FOKKER TRIPLANE, DC 3), pois o balancim que acompanha o kit é de plástico muito pouco confiável.
Usei 4 tanques da Aero Brás de 30 ml.
Montei todas as metralhadoras e torres de metralhadoras móveis, pois no kit são fixas, não usei palitos de dente para os canos das armas conforme o kit, e sim tubos de latão de tanques.
Na B-17 eu usei 4 tipos de cola, a tradicional cement da Aero Brás, cianoacrilato (5 frascos de 20 gramas), Epoxi 5 minutos da Brodak, e Epoxi 30 minutos da NHP.
Como no DC-3 eu já havia usado organza de nylon na asa, resolvi fazer o mesmo na B-17, as demais partes do modelo, fuselagem, leme e estabilizador, entelei com silkspan grosso.
Dei 4 demãos de dope na estrutura do modelo e 6 demãos de dope após a entelagem.
Como o modelo é inteiramente entelado, não usei primer de nenhum tipo.
Tinta verde da Coral Dulux esmalte sintético.
Tinta cinza médio da Suvinil esmalte sintético.
Usei pincéis na pintura.
Adesivos da Stickers para compor o personagem que a tripulação batizava sua nave (Memphis Belle, Enola Gay, Lady Sofia, etc). No meu caso, escolhi a fada Sininho (Tinker Bell).
As hélices usadas são Tri-pás da Master 6×4, cortadas no mesmo tamanho que cortei para o DC-3 e que funciona maravilhosamente (5×4).
O tempo total da construção foi de 46 dias. Iniciei a construção dia 31 de dezembro de 2007 e finalizei dia 15 de fevereiro de 2008.
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